segunda-feira, 8 de novembro de 2010

A repressão policial aos estudantes da UEM

A história recente da repressão policial aos estudantes da UEM

Durante os últimos anos, os estudantes da UEM tem sofrido uma campanha de repressão policial intensificada, na qual muitos acadêmicos foram agredidos. Durante os 3 dias de cada vestibular de 2007 e dos anos anteriores, os vestibulandos e alunos da UEM lotavam a Avenida Mário Urbinatti e parte da Rua Lauro Werneck no Jardim Universitário, no que se assemelhava à um carnaval fora de época. A grande maioria das pessoas que lotavam as ruas durante o vestibular agiam de forma respeitosa, apesar da alegria contagiante que era tradicional dos vestibulares da UEM. Uma pequena minoria de pessoas, porém, agiram de forma desrespeitosa com alguns moradores do bairro. Em 2007 a resposta da Prefeitura de Maringá e da Polícia Militar, apoiada pela Associação de Moradores da Zona 7, foi a repressão e a punição coletiva dos estudantes. Nos vestibulares de 2007 vários vestibulandos e acadêmicos da UEM foram agredidos com spray de pimenta, cacetadas, tapas e com balas de borracha. No caso das armas com balas de borracha, muitas pessoas foram atingidas aleatoriamente, sem ter cometido qualquer ato ilegal.

Em 2008 a campanha de repressão aos estudantes da UEM foi intensificada. Durante os vestibulares daquele ano a Câmara Municipal aprovou a lei seca, em que o consumo e venda de bebidas alcoólicas fica proibida numa área em volta da UEM durante o vestibular, com o fim de impedir que os vestibulandos e estudantes realizem a festa de rua no Jardim Universitário. No vestibular de inverno de 2008, um grupo de mais ou menos 500 pessoas se reuniram na área de estacionamento do Estádio Willy Davids para realizar a festa de uma forma respeitosa. Mesmo estando em um local que não era atingido pela lei seca, o grupo foi reprimido pela Polícia Militar e acabou se dispersando.

No final de 2008 foi realizada a primeira e única passeata até hoje realizada contra a lei seca. Desde lá a Câmara Municipal tem aprovado a lei seca em todos os vestibulares da UEM, e agora vamos para o sexto vestibular consecutivo em que o consumo de bebidas alcoólicas é proibido em torno da UEM. Nesses vestibulares, a Polícia Militar intimida os estudantes com uma presença em massa, desproporcional ao tamanho do problema que era gerado pelos vestibulares. É comum ver grupos de até 30 policiais juntos na esquina da Av. Paranaguá com a Av. Mário Urbinatti durante os vestibulares.

No ano passado a repressão policial no Jardim Universitário e Zona 7 aumentou, e as festas em repúblicas passaram à ser um alvo da Polícia Militar. Em muitos casos a PM acabou com festas em repúblicas sem medir se o nível de som excedia o permitido, e algumas repúblicas foram invadida por soldados da PM, que chegaram à quebrar o equipamento de som que estava sendo usado numa república da Av. Mário Urbinatti. Casos mais extremos de violência policial também foram registrados no ano passado, como no caso em que um aluno de filosofia teve uma pistola enfiada em sua boca por um soldado e em que outro soldado disparou 2 tiros correndo atrás de um estudante dentro da UEM. No ano passado também foi aprovada uma nova lei seca na Câmara Municipal, apresentada pela vereadora Marly Martins do DEM. O consumo de bebidas alcoólicas é proibido no espaço de 150 metros dos portões de entrada de todas as instituições de ensino superior de Maringá, mas é aplicado de forma mais intensa na UEM. Os bares da Av. Lauro Werneck, alguns com mais de 30 anos como a Padoka, não podem mais vender bebidas alcoólicas para o consumo no local.

No começo deste ano, numa festa do DCE na Aduem Campestre, a PM realizou uma operação em massa para acabar com a festa, com a presença de dezenas de policiais armados com fuzis. Mais uma vez muitos estudantes foram agredidos pela Polícia Militar. Durante estes últimos anos os casos de violência policial contra estudantes da UEM tem aumentado, mas apesar da tantos incidentes de repressão violenta a gestão Bonde do Amor tem permanecido em silêncio em relação ao assunto. O DCE, como entidade representativa dos estudantes, deveria tomar uma postura de defesa dos estudantes da UEM perante a crescente onda de repressão policial.

As causas da repressão policial

A repressão policial que os estudantes da UEM tem sofrido nos últimos anos não se explica por apenas um simples fator. Os estudantes formam a maioria dos moradores do Jardim Universitário, mas existem muitos moradores mais antigos que vivem em conflito há anos com os estudantes. Muitos dos moradores mais antigos do Jardim Universitário desejam que o bairro tenha a tranquilidade da maioria dos bairros residenciais, mas o fato do Jardim Universitário ser formado principalmente por universitários lhe da uma característica diferente de outros bairros. Os estudantes da UEM dão vida ao bairro e sustentam o comércio local, mas infelizmente muitos moradores antigos, especialmente os que controlam a Associação de Moradores da Zona 7, percebem os estudantes como inimigos. O período que os estudantes passam na UEM não é apenas para estudo, mas também para viver, e sendo que a maioria dos estudantes são jovens é normal que eles tenham uma vida social agitada e que frequentem os bares e festas do Jardim Universitário. Para a Associação dos Moradores da Zona 7, porém, os estudantes que se atrevem à frequentar os bares e festas no Jardim Universitário, incluindo o sarau da UEM, são tachados de baderneiros. A Associação dos Moradores da Zona 7 tem trabalhado no sentido de reprimir totalmente as festas realizada pelos estudantes no Jardim Universitário, e é ela que da legitimidade pública para a ação repressora da Polícia Militar.

O fator econômico do Jardim Universitário, como fonte da crescente repressão, não pode ser ignorado. Maringá e uma cidade nova que se expande à uma velocidade altíssima, e setor de construção lucra vários milhões de reais por ano com a especulação imobiliária. O Jardim Universitário é o bairro com o aluguel por metro quadrado mais caro do Paraná, e a tendência é que os preços continuem subindo. Vários prédios novos foram construídos no bairro durante os últimos anos, e há vários que ainda estão em construção. Enquanto que os estudantes são maioria no bairro, o nosso estado geralmente é transitório, e é pouco provável que um estudante compre um apartamento na região. Quase todos os estudantes do Jardim Universitário pagam aluguel, o que tem superinflacionado os preços dos alugueis no bairro. Os prováveis compradores desses novos apartamentos que estão sendo construídos, porém, não são estudantes, geralmente são famílias. A vida agitada do Jardim Universitário serve como um empecilho para as construtoras venderem os apartamentos para as famílias, que procuram paz e tranquilidade. É do interesse geral das construtoras que estão construindo no bairro que as festas e o barulho sejam reduzidos o máximo possível, assim facilita a venda dos imóveis. O setor de especulação imobiliária em Maringá tem uma projeção política bem forte na cidade, sendo os principais financiadores do prefeito Sílvio Barros. Pedro Granado e Sílvio Iwata, dois dos maiores empresários do setor de imóveis em Maringá, tem feito uma forte pressão durante os últimos anos para cada vez restringir mais o direitos dos estudantes de realizarem suas festas e frequentarem os bares.

Um outro fator que ajuda a explicar as causas da repressão policial direcionada aos estudantes é o fato de Maringá ser uma cidade com uma forte característica conservadora e religiosa. O consumo de bebidas alcoólicas em geral é visto como um problema moral para a maioria das igrejas evangélicas, que por sua vez tem uma expressão política forte em Maringá, e fazem pressão para traduzir a sua moral específica em legislação através de vereadores como a Marly Martins, que apresentou o projeto de lei seca vigente (que proíbe o consumo de álcool à 150 metros das universidade e faculdades de Maringá) utilizando-se de argumentos fundamentados na Bíblia. Infelizmente, para boa parte da sociedade conservadora de Maringá, os estudantes tem a imagem de drogados e baderneiros.

As implicações da repressão policial no Jardim Universitário

O abuso de poder e uso excessivo de violência por parte da Polícia Militar é uma violação frequente dos direitos humanos dos estudantes da UEM. São muitos os casos de estudantes que sofreram violência gratuita da PM, sem ter cometido qualquer tipo de crime. Mesmo quando algum aluno cometer um crime, ele deve ser tratado dentro do que a lei permite, sendo encaminhado para responder um processo judicial sem ser espancado. O Quarto Batalhão da Polícia Militar pretende resolver os conflitos que existem no Jardim Universitário à base da porrada, e de uma forma geral, os estudantes que moram no bairro estão sendo punidos coletivamente pelos erros de alguns. Muitos estudantes se sentem acuados e acabam abrindo mão de realizar festas em suas casas, onde geralmente pagam um aluguel abusivamente caro.

Os estudantes da UEM tem cada vez menos opções de diversão, lazer e cultura. A UEM proíbe os saraus, que são realizados pelos Centros Acadêmicos em desafio à Reitoria e Prefeitura da UEM, e o eventos culturais dentro da universidade são escassos. As repúblicas de estudante estão ficando cada vez com mais medo de realizar festas, e há cada vez menos lugares para ir. Os bares da Av. Lauro Werneck próximo à UEM não podem mais vender cerveja para o consumo no local, nos bares do Jardim Universitário que ainda podem vender bebidas alcoolicas para o consumo no local a PM realiza operações com frequência, e os bares do centro são longes e caros. Durante os vestibulares o consumo de alcool é proibido em todo o Jardim Universitário e muitos estudantes que ousam andar na rua com um sorriso acabam sofrendo agressões da PM. A presença da PM na rua durante o vestibular é totalmente desproporcional, e é claramente intencionada para intimidar os estudantes de vestibulandos. Pena que o mesmo esforço gasto pela PM para reprimir os estudantes não é usado fora do vestibular para proteger os estudantes. O crime no Jardim Universitário tem se tornado um problema sério, com assaltos, assassinatos e estupros. A situação não é facil.

Apesar de tanta repressão orientada contra os estudantes da UEM, o DCE, sob a gestão Chapa Quente o Bonde do Amor há mais de 2 anos, tem permanecido em silêncio. A gestão do Bonde tem fingido que o problema não existe, e tem até contribuido para reduzir ainda mais as opções de lazer dos estudantes ao se negar à realizar o sarau durante o ano passo, em que o Centro Acadêmico de Ciências Sociais e o de Filosofia começaram uma nova tradição de saraus na UEM. A Reitoria da UEM, do qual o Bonde do Amor é aliado, também tem permanecido em silêncio e feito vista grossa em relação à repressão no Jardim Universitário. Infelizmente para a Reitoria da UEM e o Bonde a repressão não é um problema sério. A Chapa Movimente-se UEM, porém, acredita que a repressão policial e os abusos cometidos pela PM são um problema sério sim, e temos um compromisso com a defesa dos interesses dos estudantes da UEM e pelo fim do abuso de poder da PM no Jardim Universitário. Assim como muitos estudantes, estamos cansados de ver amigos serem espancados gratuitamente pela PM.

A Chapa Movimente-se UEM e a luta contra a repressão no Jardim Universitário

A Chapa Movimente-se UEM faz uma proposta diferente para a gestão do DCE. Não queremos tomar as decisões por você, queremos que você participe ativamente das decisões. Por isso propomos que todas as decisões sejam tomadas pelo voto universal em assembléias da gestão, ou seja, um aluno um voto, sendo que nenhum acadêmico que quiser participar poderá ser excluído do processo de tomada de decisões. Nessa proposta de gestão, até os membros das outras chapas poderão participar como iguais no processo de tomada de decisões do DCE. Queremos mudar o paradigma atual do movimento estudantil, que centraliza o poder nas mãos de pequenas diretorias das chapas. O DCE pertence à todos os estudantes da UEM, e sendo assim, as decisões devem ser tomadas por todos os estudantes que desejam participar. Dentro da estrutura horizontal que propomos, com a auto-representação dos alunos em assembléias, nós não vamos tomar as decisões por você, junto com você, vamos discutir, apresentar propostas e votar como iguais nas assembléias.

Como um coletivo organizado, vamos defender nossa idéias dentro do marco do voto universal. Assumido um compromisso com a defesa dos estudantes da UEM e com a luta contra os abusos da PM que são frequentes no Jardim Universitário.

Alguns apontamentos de soluções à serem defendidas nas assembléias:

  • O DCE, como entidade que representa a coletividade dos estudantes, tem o dever de assumir uma postura clara em relação à violência e repressão policial que afeta um número grande dos acadêmicos da UEM. Propomos que o DCE tome uma postura clara em defesa dos estudantes e pressione a Reitoria para tomar uma postura clara também. É preciso dar a atenção necessária ao problema da repressão para poder solucioná-lo.
  • É preciso legalizar os sarais e outros eventos culturais dentro da UEM. Na ausência de um espaço para atividades dentro da UEM no vestibular, os estudantes saem para a rua. Um espaço para festas dentro da UEM ajudaria a reduzir os conflitos com os moradores mais antigos da região, especialmente durante o vestibular.
  • A Associação de Moradores da Zona 7 legitima a repressão policial perante a mídia, que faz parecer que os estudantes são uma minoria de moradores que encomodam os outros, quando na verdade os estudantes são a maioria dos moradores do Jardim Universitário. Propomos uma campanha organizada para que os estudante da UEM que moram no bairro entrem na Associação de Moradores para que os estudantes sejam maioria e possam mudar os rumos da entidade em relação à repressão policial.
  • Os estudantes tem uma imagem ruim em Maringá, o que contribui para legitimar a represão policial perante a sociedade maringaense. É preciso contemplar formas de melhorar a imagem dos estudantes da UEM para que a repressão perca cada vez mais legitimidade perante a sociedade.
  • Não existe quase nenhum diálogo entre o DCE e os moradores mais antigos do Jardim Universitário. Propomos um diálogo constante para tentar reduzir a tensão existente com os estudantes e propor soluções alternativas ao uso da violência policial.
Estas são apenas algumas propostas para serem apresentadas nas assembléias. Queremos que os estudantes compareçam em peso para discutir os problemas nos que atingem e para apresentar soluções. A tua participação pode ser crucial para apresentar as soluções para o problema da repressão policial e decidir os rumos à serem tomados pelo DCE da UEM. Não deixe que os outros decidam por você, movimente-se e torne-se um sujeito ativo da tua realidade!

Abaixo a repressão, estudante não é ladrão!

21 comentários:

allkaline disse...

Nós estudantes, só temos 2 opções a seguir, não há meio termo: ou protestamos contra a repressão ou tornamo-nos convenientes com isso. E pra quem acha que não vale a pena exercer seu direito em relação a festas,bebidas... por supor falta de mérito ao assunto, se engana, pois não percebe que a luta é pelos nossos direitos básicos e contra a repressão oriunda de um conservadorismo retrógrado. Estão vendendo a idéia minimalista que universidade se resume a sala de aula, e o pior é que aceitamos. Por ser universal supõem a integração do aluno em todas as áreas do conhecimento, inclusive e de maior importância na área social, . Mas Se não conseguimos nem impedir uma decisão explícitamente minoritária, e injusta, um problema de fácil desenvolvimento e resolução, como é que iremos lutar por causas maiores.
Nunca se esqueçam que a universidade é um momento único na vida de todos nós, é aqui o centro máximo da formação e transmutação do indivíduo, é aqui nesse laboratório que supostamente estão criando o cidadãos que vão carregar o pais inteiro nas costas. A responsabilidade é imensa, no futuro haverá cobrança -lembre-se disso, por isso é nosso dever exigir uma universidade decente e com recursos suficientes, diferente do que nos é dado. Somos quase 20mil na UEM, nossa força é imensa, tanto o é que arrisco dizer que 10% desse montante tem a capacidade de movimentar toda essas transformações, é função sua e do DCE organizar e coordenar essa luta. Together we stand divided we fall,

pati disse...

Acho que isso de contemplar formas de melhorar a imagem do estudante não existe e não pode existir. Se alguns estudantes desrespeitam ou não as outras pessoas, se os evangélicos condenam a bebida como um pecado capital, essas questões vão além do que podemos fazer na UEM, arrisco dizer que são questões fundamentais da sociedade.
O que podemos fazer na UEM é buscar implementar políticas culturais permanentes, o que realmente seria um avanço neste tema. Como a Vick disse em um tópico anterior, a Diretoria de Cultura (DCU) recebe apenas 30 mil reais por ano para realizar o Acorde, a Temporada Universitária, manter o teatro e o que mais der (que geralmente não dá para nada). Até quando vamos ficar na velha história do sarau com os portões fechados, o som improvisado, os banheiros fechados... Penso que temos que reivindicar e, se for preciso, pressionar para que todos os eventos com grupos musicais e artísticos em geral sejam permitidos institucionalmente e em parceria com a DCU, que seja destinada uma verba muito maior para a cultura na Universidade (para que haja, no mínimo, uma aparelhagem própria e não alugada) e para que seja construído um espaço para isto no campus. Assim os eventos ganhariam em qualidade e a repressão diminuiria, talvez...

. disse...

Concordo com ambos, mas é bom lembrar... A Temporada Universitária é Paga por dia de apresentação, são 5 reais por estudante e 10 reais a inteira, é um absurdo!
Quanto aos outros eventos da DCU: Acorde Universitário e Maio no Palco, no caso desse ultimo também é pago, mas é um pouco menor o valor, acho que custa 3 reais estudante e 5 ointeira. O acorde é gratuito, mas não dá muito custo para a instituição, os músicos são alunos que não cobram para tocar, o equipamento pertence a universidade, os funcionarios também, só o premio que vai quase sempre para a mesma pessoa que representa uma despesa minuscula para a amplitude do festival, além do que fica lotado! Apesar disso é claro que eu concordo que a UEM deve destinar mais dinheiro para a cultura, mas fica a questão como estão gastando esse dinheiro, com o UEM nos bairros? que mal funciona, é uma coisa para gringo ver, são os bairros que devem vir na UEM e não a UEM fazer um dia de princesa nos bairros, a extensão tem um significado bem maior na instituição, pelo menos deveria ter, o tripé: Extensão, Pesquisa e Ensino. Creio que estamos mancos, o pé da pesquisa é maior que os ouytros, principalmente em relação a extensão.

Tiê disse...

Barto, acho que falto falar sobre o fechamento da Universidade, tamparam varias passagens para a vila Esperança nesses ultimos anos... Além do que a Paty comentou de trancarem os portões e os banheiros, em quanto pro PT eles ficam abertos!

Anônimo disse...

CENSURA!

O TIÊ ESCREVEU, AS CABEÇAS NÃO GOSTARAM E O RESULTADO FOI: CENSURA!!!!

Erico disse...

Ué porque alguem iria apagar um texto de uma pessoa como o tiê????
Acho que realmente o texto tinha alguns pontos muito polêmicos e algumas falhas, mas creio que era um texto realmente que ajudava a elucidar algumas questões que realmente é o posicionamento da maioria da chapa, de pessoas autônomas e independente, não escondemos os partidos políticos que nos apóiam como fazem as outras chapas, mas temos que tomar cuidado ao falarmos que "as cabeças" comandam e mandam quando não é verdade, pois uma coisa têm que ficar clara, não há uma cabeça, há várias pessoas com posicionamento divergentes sobre alguns tópicos, mas que convergem nas questões sobre educação de melhorias para o mov. estudantil e para a UEM e que pensam com as própria cabeça e levantar esse tipo de intriga aqui é um erro, pois pode ter sido um simples erro do blogger, como eu fui publicar essa mensagem agora e por duas vezes tive que fazer isso devido a erro do site. Já foi decidido em reunião voto universal e direito a fala a todos, seria um completo absurdo censurar o texto do tiê e novamente creio que isso não ocorreu... acho que isso tem que ficar claro, nos, não agimos com censura... Tiê publica novamente o seu texto, se você desejar.

Anônimo disse...

NÃO SEI NÃO SEI, ACHO QUE O TEXTO FOI APAGADO MESMO. AMANHÃ VOU PROCURAR O TIÊ E ALGUMAS PESSOAS QUE ACHO QUE PODEM TER EXECUTADO ISSO. NÃO GOSTO DE ACUSAR NÍNGUEM, MAS SE ISSO ACONTECEU GALERA, TEMOS QUE FICAR ESPERTOS POIS PODEMOS ESTAR TRAINDO O PRINCIPIO BÁSICO DA CHAPA E MAIS UMA VEZ ESSES PARTIDOS PODEM TOMAR CONTA DE UM GRUPO E MAIS UMA VEZ ESSE GRUPO PODE SER O NOSSO (COMO O PSTU FEZ (EM PARTES) COM A CAMINHANDO). TEMOS QUE NÃO CAIR NESSAS ARMADILHAS PARA NÃO NOS TORNAR-MOS "MAIS DO MESMO" TIÊ OU QUEM APAGOU SE PRONUNCIE! CENSURA NÃO EU QUERO LIBERDADE DE EXPRESSÃO JÁ!!!

Pati disse...

Anônimo:

O post foi o próprio Tiê que deletou porque surgiu a hipótese de poder acabar em um processo. O caso é que não podemos falar o que todo mundo viu na gestão da Expressão, sob perigo de levar uma acusação qualquer.
O post vai ser reformulado e postado novamente.
Continue participando...

Anônimo disse...

ETENDI, TIÊ ANTES DE POSTAR NOVAMENTE QUALQUER OUTRA COISA ENCAMINHE PARA O FILTRO DE NOSSO LIDERES. GALERA NÃO TO GOSTANDO DISSO VOU FALAR COM O PHIL - QUEM ME TROUXE PARA CHAPA - E ISSO NÃO PODE SER ASSIM

Tiê disse...

Realmente, fui eu quem apagou o post. Mas foi após uma discução que antecedeu a reunião de ontém. Quem se posicionou contra as acusaç~es expressas no texto foram várias pessoas inclusive o Phill não falou nada, apenas quando eu perguntei sobre a opinião dele, daí ele falou da hipótese de um processo contra minha pessoa e mais a chapa como um todo. O Elinho pediu, claramente, para tirar o post. Ele não foi o unico, não me lembro de todas pessoas que pediram, mas ficou meio que certo que era necessário modifica-lo para evitar maiores complicações. Chegaram a falar que pudiam impugnar nossa chapa por conta do post. Mas de modo geral não encarei isto como uma repressão, afinal, somos um coletivo, temos que respeitar o posicionamento da maioria. Em breve o texto retornara, mas gostaria de contar com o apoio da Pati e do Rodrigo, que comentaram o texto, porem não li devido a pressa que me pediram pra tirar... Hoje não pudi ir na reunião, estou com um pouco de febre, mas assim que me sentir melhor voltarei ao Bloco-5 sala-1 às 17:30.

Alex Willian disse...

Pra mim esse anônimo tem que aparecer, pois parece estranho alguem que quer construir o movimento tenha que se chamar anônimo.
Somos transparentes e não temos porque esconder nossas caras, então companheiro, saia do armário e para de causar.

"Que a Terra nos seja leve"

Rafael Iglesias disse...

Engraçado é o próprio Tiê esclarescer a situação e ainda assim tem gente que gosta de jogar milho pra helicóptero.

MOVIMENTE-SE UEM!

Rafael disse...

argh, *esclarecer

Anônimo disse...

TIRANIA DA MAIORIA? OU SERÁ QUE É A MINORIA QUE ESTÁ ROUBANDO A SUBJETIVIDADE DA MAIORIA CRIANDO UM FALSO SENTIMENTO DE DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO, QUANDO NA VERDADE TODOS ESTÃO SENDO COOPTADOS E REPRODUZINDO O QUE UM PEQUENO GRUPO DE CABEÇAS PENSANTES PRODUZ OU TAMBÉM REPRODUZ...SIM, ACREDITEI QUE ESSA ERA UMA CHAPA DIFERENTE, MAS É SIMPLISMENTE MAIS DO MESMO, SIMPLISMENTE A REPRODUSÃO DO QUE O PSTU E CIA SEMPRE FAZEM NA UEM, MAS AGORA COM UMA NOVA ROUPAGEM (APRENDERAM O QUE É MARKETING E ESTÃO FAZENDO CAMPANHA PARA GANHAR VOTOS, SIMPLISMENTE ISSO!) EU VOU É VOTAR NULO! PSTU PAGANDO DE BOM E DEMOCRATICO, DAQUI A POUCO VAI ENGOLIR A GELERA SERIA, VAI ENGOLIR O PSOL, O PCB, OS LIBERTARIOS E VÃO ATÉ SE ENGOLIR!

UMA PERGUNTA: VI UM TEXTO SOBRE A ANEL N0 BLOG. COMO FICOU ESSA QUESTÃO? PCB E PSOL POR AQUI DEFENDEM A ANEL? É ISSO AI HEM! TODO MUNDO NA ANEL!

Pati disse...

na boa, não vou levar você a sério. Respeite se quer ser respeitado, pensa que vai chegar aqui metendo a boca em todo mundo e ainda quer respostas atenciosas e diligentes? ah, faça-me o favor!!!

Érico Matos disse...

cara quem é você na moral você esta causando e nem tem nada para falar. fique quieto. Acho que você tem mta raiva do PSTU. - Isso, não é algo bom, na chapa tem mais membro do PCB do que do PSTU, cara estamos num coletivo temos idéias diferentes, sim, temos, mas por estarmos em um coletivo temos que defender as idéias que sim são da maioria, mas a minoria tem sim o direito de expressar, portanto se você GOSTA DE SER SECTÁRIO ai o problema é seu, e não vem causar intriga no meio do pessoal, caramba, vai nas reuniões, e deixei de ser sectário. - Vou votar nulo. vai votar nulo porque você quer, pois mesmo tendo muitas idéias diferentes, nos convergimos NAS COISAS QUE SÃO REALMENTE IMPORTANTE! QUE É LUTAR PARA DAR VIDA NOVAMENTE E AUTÔNOMA AO movimento estudantil da UEM, e lutamos por uma melhora na nossa situação se você gosta de ser sectário problema é seu, se você gosta de dividir ao invés de unir de juntar para derrotar os verdadeiros inimigos, problema é seu, é seu direito, só falo para você ir na reuniões se identificar, e ajudarmos a construir um movimento estudantil SÉRIO, mesmo que você tenha idéias que divergem da maioria do pessoal, mas se houver idéias que coincidem com as nossas lutas, se junte a nós e deixe de ser sectário por alguns instantes, nossas diferenças existem e não negamos, e não escondemos, nos dialogamos e conversamos sobre ela por isso - IDENTIFIQUE-SE !!! E se junte a gte Ou deixe o movimento estudantil da UEM morto por mais um ano.

Érico Matos disse...

O que eu compreendo de coletivo é isso, pessoas que têm idéias mesmo que sejam divergentes em alguns pontos, mas a maioria das idéias convergem em um unico ponto. E é isso, temos idéias divergente em vários pontos, mas felizmente, todos nos convergimos em idéias maiores, por uma educação melhor e por um verdadeiro movimento estudantil AUTÔNOMO na UEM. E Isso não significa abandonar as suas bandeiras ou ser cooptado por determinado "partido" - As suas idéias apesar de não ter visto nenhuma apresentada agora nesses tópico que têm haver com um discussão sobre violência contra os estudantes, com toda a certeza são bem-vindas e irão ajudar a nossa chapa a crescer !!! - Não seja sectário! Ajude a construir junto.

Fernanda Arantes disse...

Achei muito válida a proposta de tomar decisões através do voto, mas e os alunos dos campus regionais, teriam que ir até Maringá para poder votar?

Quanto ao caso da falta de segurança e abuso dos policiais, pode-se contatar a imprensa, não é uma solução, mas tornará o assunto público e gerará uma ação da polícia e dos políticos locais. Por exemplo, havia muitos casos de assaltos e assédios sexuais (felizmente, nenhum chegou a ser estupro) perto do Campus Regional de Cianorte, o diretor do Campus e outros professores sempre contatavam a polícia e a prefeitura cianortense, porém, não havia resposta além de "estamos fazendo o possível", que na verdade era nada. Quando um grupo de estudantes fez várias denúncias à RPC a emissora ouviu cada aluno denunciador e fez uma matéria no Campus, a partir desse momento houve pequenas ações políticas e policiais, que, apesar de pequenas, melhoraram um pouco a segurança local.

Patrícia disse...

Fernanda, quanto às extensões, o pessoal pode utilizar os carros da UEM se achar necessário vir ao campus sede. Outra alternativa é manter o diálogo constante com as extensões (pode ser aberta imediatamente uma Comissão para fazer a ligação com estes campus), e as propostas serão apresentadas na reunião. Mas além disso, seria importante que as propostas, posturas, críticas fossem debatidas no próprio campus. As pautas das reuniões serão publicadas no site em detalhes após a realização delas.
E há a idéia dos DA's (Diretórios Acadêmicos), que poderíamos institucionalizar como uma instância mediadora dos CA's de extensão com o DCE no campus sede, há exemplos disso na Unioeste e em outras Universidades, com os quais podemos aprender.
Penso que se formos eleitos, devemos criar imediatamente uma comissão de extensões para ir conversar com os órgãos deliberativos do campus sede e dos campi de extensão.

Quanto à repressão, acho que o bom relacionamento com as autoridades da cidade é muito importante, assim como a imprensa como você coloca. Por isso acho que deveríamos nos apresentar e inaugurar desde o começo da gestão um diálogo constante com elas.

Fernanda Arantes disse...

Patrícia, achei muito válidas essas propostas de comunicação entre os campus, já do carro da UEM não sabia mesmo!

Anônimo disse...

"No vestibular de inverno de 2008, um grupo de mais ou menos 500 pessoas se reuniram na área de estacionamento do Estádio Willy Davids para realizar a festa de uma forma RESPEITOSA. "
Não sei se ligar som no último volume, fazer festa em via pública com muita bebida é algo respeitoso.