quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O nosso R.U.

Ninguém nega que o R.U. é uma "mão na roda" para quem estuda na UEM: uma economia de tempo, dinheiro e um lugar para encontrar os amigos. Conquistamos o RU aos sábados e o café da manhã, coisa rara em Restaurantes Universitários. Isso, contudo, não caiu do céu: foi a movimentação dos estudantes que nos deu isso. Como dizia a Rosa Luxemburgo, as conquistas não vem como presentes de Natal.

Talvez você tenha visto alguns cardápios com preços de R.U.'s de outras Universidades que nós andamos colando por aí. A idéia era acabar com o mito de que o Restaurante já tem um cardápio satisfatório e que faz jus aos R$1,60 do ticket avulso, R$1,44 do mensal. Temos RU aos sábados e café da manhã, mas o cardápio pode melhorar. Para os vegetarianos (e eu entre eles/as!), a falta de um complemento é um grande problema - alguém aí gosta de comer arroz, feijão e acelga? Nos cartazes pudemos ver que cardápios melhores são possíveis (e até com menor preço, como a UFPA (picadinho à jardineira, arroz branco, feijão com cariru, farofa, purê de batata, banana. (R$1,00), na UFPR (arroz, feijão, batata grelhada, quirera, salada de abobrinha, pipoca doce (R$1,30), entre outras).

Ok. E aí? Não estamos interessados em empunhar "bandeiras" vazias que não ajudam em nada e de que já estamos todos cheios. Para além de constatar isso, que não exigiu mais que um tempo recolhendo as informações na internet, precisamos saber quais os problemas que enfrentamos, onde é que a coisa "tranca", entrava: para resolver um problema, é preciso colocá-lo.


Por isso, fomos conversar com o recém novo Chefe do RU para saber em que pé estão as coisas por lá. Muito gentil, ele nos explicou que a estrutura do RU (leia-se equipamentos e funcionários) não dá conta de oferecer complemento a todos os estudantes. Diariamente, é nestas panelas que é feito com muito carinho o nosso arroz e feijão diários (duas de arroz e uma de feijão):


E nestas é feita a carne cozida (à direita) e as frituras (à esquerda):
Para fazer o complemento, pode ser usada esta panela e outra do mesmo tamanho:

Por conta disso, o complemento teria que ser apenas para vegetarianos. O Chefe teve a idéia de fazer um cadastro dos vegetarianos que freqüentam o RU. Entretanto, tem pessoas que não gostam de todas as opções de carne, e gostariam de pegar o complemento em alguns dias. Este é um dos problemas a serem discutidos.

No próximo ano, serão implementadas catracas eletrônicas na entrada do RU. Com isso, a administração do Restaurante prevê uma diminuição da fila. Percebemos que ela diminuiu ultimamente em função do Restaurante Popular inaugurado na Vila Olímpica. Apelidado de "Pops", muitos estudantes da UEM estão preferindo almoçar lá. Não é sem razão, pois lá há complemento (exemplo: arroz, feijão, carne, macarrão, tabule, fruta e suco) e o preço é menor que o RU: R$1,50.

Para o próximo ano, espera-se resolver problemas básicos como consertos e a adição do complemento. Mais uma salada também é considerada possível: a questão é mãos para o serviço. Com toda razão, os funcionários temem ter que trabalhar mais do que ja trabalham para realizar estas melhorias. É preciso contratar mais funcionários, e não apenas substituir um novo por um que se aposenta, como vem sendo feito.

Existe um projeto de RU 2 (feito na década de 80, se não me engano) amarelando em alguma gaveta da Universidade. Este projeto poderia ser revisto. Afinal, novos cursos abriram e a tendência do número de usuários é só aumentar.

Estudante traz complemento para o RU.


Obrigada ao pessoal do RU!

3 comentários:

Tiê disse...

que a fila vai diminuir por conta de uma catraca eletronica é mentira. Porque o que forma fila não é o tempo que demora para a funcionaria pegar o tickt da mão das pessoas, mas sim para servirem a comida. a ideia da catraca é segregar, dividir a população, quem passa no vestibular pode comer, quem não estuda paga mais. essa lógica é sem sentido, existem pessoas que não estudam e necessitam muito de comida barata.

Anônimo disse...

A questão é que muita muita muita gente realmente necessita do RU, por isso as filas são grandes, a demanda é enorme, e é por isso que o nosso querido Ruzinho não tá dando conta, esse lance da década de 80 precisa ser revisto! O mais breve possível !

Luda (Elis - História UEM)

Bartolomeu Parreira Nascimento disse...

Você tem razão Luda. Realmente precisamos de mais um R.U., um só não da conta. A galera come lá por necessidade, senão todo mundo estaria comendo nos buffets à vonta em que a comida é bem melhor. Mas tem uma coisa: tem gente que não tem nem o suficiente para comer no R.U.! Nesse caso eu acho que deveria ser de graça.