segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

O cerco se fecha na Universidade Estadual de Maringá. Estudantes, deixaremos isso continuar?

Por Lorene Camargo - membro - DCE Movimente-se UEM.
Enquanto caminhamos pelas passarelas de nossa universidade, o cerco se fecha. Enquanto estamos sentados em salas de aula, mais e mais sofremos aniquilações em nossos direitos enquanto estudantes. Enquanto realizam-se apelos daqui e dali, os “grandões”, que nem são tão volumosos assim, ora acomodam-se, ora articulam-se com um objetivo em comum: transformar nossa UEM numa grande “escola privada de crianças crescidas”.

Afunilamentos orçamentários; cortes de refeições a bolsistas que recebem Auxílio-alimentação no R.U. [recuperadas com pressões intensas do DCE para que se revertesse tal situação]; repasse zero de dinheiro até para abastecer as motos dos vigilantes. Bola de neve que desembocou, por fim, em quem? Nos professores, que viram à altura de seus narizes os salários [e reajustes por direito] em risco.

Burburinhos de greve. Todos comentam, ninguém tem certeza. É uma possibilidade que nos olha dos portões da reitoria, com grandes olhos de bicho-papão. E recebeu o cartão de visitas dos docentes da UEM. A questão é: nada mais funciona na UEM. Parece que tudo continua seu ciclo de funcionamento, mas não se enganem. Não somente todas as questões e variantes que advêm da indignação de professores [inclusive daqueles que estavam, até então, na cola do nosso reitor, apoiando-o em suas ações]. A ponta do iceberg, a bomba que estourou ao lado de grandes personas, ou como quiserem nominar.

O fato é que parecem fazer questão [esses tais “grandões”] de que o bicho-papão entre e desbrave todos os cantos de nossa universidade. Pelo descaso que temos visto, ela poderá, sim, ser nossa aliada, a greve. Ocupamos a reitoria no ano de 2011 e afetamos a administração da UEM. Está na hora de darmos dores de cabeça ao governo do Estado do Paraná. Nada mais justo, queremos ser vistos, oras! Parece ser mesmo necessário que “ensinemos” o quê e como fazer, no âmbito local e estadual? Pois é. Isso mesmo.

Porém, enquanto deixarmos para nos preocupar “depois” que a bomba explodir, que o bicho-papão invadir sem dó as dependências da Universidade Estadual de Maringá, nossas tão incessantemente reivindicadas pautas não serão nem sombra para a discussão principal que virá. Negociações entre as forças: professores, funcionários, reitoria e governo Estadual se aproximam. Deixaremos o “enquanto” continuar a ser o nosso discurso, ou seremos uma das forças em questão, demonstrando que a corda não é mais fraca do nosso lado? Se quisermos, de fato, ela não será. A importância da participação dos acadêmicos é infinita.

Lembrem: enquanto somos passivos, podemos até ser vistos como o lado mais fraco. Mas não foi assim que conseguimos vez e voz em nossa universidade. Não foi em 2011 e não será agora. Oprimidos temos sido: alunos, professores, funcionários. Continuemos considerando o “nós” desta sentença, aí sim seremos coletivo com força, bonito de se ver. Um grande corpo pode se formar a partir de uma simples palavra: cumplicidade. Em atos, em palavras, em união. E esta, meus queridos, lembrem-se: faz a força.

6 comentários:

Luiz Alexandre disse...

Que texto bonito!!! Muito bom Lorene

Lorene disse...

Obrigada, Luiz!!

maga disse...

O LUIZ É O GAÚCHO!
muito bom o texto mesmo! parabéns :D

maga disse...

O luiz é o gaúcho!
muito bom o texto mesmo! precisamos de mais textos assim!:D

Gabriel Mendoza disse...

Que legal Lorene, parabéns!

Taiane disse...

Lo, mto bom!