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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A polêmica do valor da multa da Biblioteca


Créditos: ctauem.blogspot.com
De acordo com a proposta dessa chapa, devemos levar nossos problemas para discussão dentro do movimento estudantil. Pois bem, um problema que enfrentei algumas boas vezes na graduação foi o valor das multas da biblioteca. Um esquecimento em uma semana corrida ou um atraso para voltar de uma viagem e pronto: 9, 75$ pelo atraso de 1 dia de 5 livros. Tendo passado por essa situação algumas vezes e vendo amigos passarem por isso também, comecei a me questionar do porquê de um valor tão alto. Porque não abaixar? Se a universidade é pública e seu acesso deve ser gratuito, porque o serviço da biblioteca tem que ser tão alto? Para algumas pessoas com condições financeiras melhores, esse valor pode não significar grande coisa, mas e para o estudante que se sustenta com bolsas e está sempre apertado? Se a universidade se diz pública e gratuita, porque não favorecer o acesso das pessoas que ralam para se manter nos estudos? Que sentido tem uma política de assistência estudantil pela qual temos uma multa de 1 dia de somente 1 livro (1, 95$) com um valor mais alto do que de uma refeição no R.U. (1, 60$)?

Questionar o alto valor da multa da Biblioteca faz muito sentido para mim, mas descobri que não faz para todos os estudantes. Na verdade, falar em abaixar a multa da Biblioteca ou em aumentar (ou pelo menos divulgar) o dia do Perdão é uma grande polêmica. Pelo que observei, muitos estudantes parecem ser contra por certos motivos, como:

- Acreditam que, caso não houvesse uma multa com esse valor, muitos alunos não devolveriam os livros.
- Tem necessidades diferentes quanto aos livros. Muitos cursos usam livros para checar como se resolve um exercício, por exemplo. Neste caso, é muito mais importante que os livros sempre estejam na biblioteca para que os alunos possam consultá-lo. O que, inclusive, cria nos alunos uma chateação para com aqueles que atrasam os livros. No caso desses alunos que não retiram muito os livros, quanto maior a punição para os que atrasam, melhor. Não só porque querem os livros na biblioteca, mas também porque dificilmente serão eles que irão passar na pele a situação de pagar valores tão altos.

No caso do primeiro motivo exposto, existe a proposta de maneiras alternativas para punir os alunos que atrasam os livros, como não permitir que esses alunos emprestem livros por uma determinada quantia de dias. Novas medidas como essa poderiam exercer essa força punitiva que muitos têm medo que deixe de existir caso a multa diminuísse. Além disso, a multa não precisa ser tão alta para que seja uma punição àqueles que atrasam; considerando que ela é MUITO alta, precisaria que ela abaixasse muito para que fosse insignificante para alguém. Desse modo, incentiva-se o aluno que atrasa a devolver no momento em que ele lembrar do atraso, sem que ele se desespere com o valor a ser pago pela multa. O desenvolvimento dessas novas formas punitivas também ajudaria no caso do segundo motivo. Assim como o aumento da divulgação do dia do perdão.

Afinal, para onde vai tanto dinheiro?

Descobri que a UEM usa esse dinheiro para comprar livros, mas também descobri que existe uma grande quantidade de livros no subsolo da BCE devido à falta de espaço nas prateleiras. Assim, através da multa se arrecada cada vez mais dinheiro para a compra de livros e, no entanto, não podemos aproveitar o INVESTIMENTO INSTITUCIONAL que somos OBRIGADOS a realizar caso queiramos utilizar os livros da BCE. Isso parece coerente para você?

(Vivian Gombi - 4º ano de Filosofia)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Taxas na UEM

Existem taxas na UEM. Existe Juros na UEM. Existem multas na UEM. Exemplos práticos:
Multa de atraso na devolução de livros à BCE: professores não pagam, para estudantes, 1,95, por livro e dia. Ou seja, pegou três livros e atrasou dois dias, isto é, 3 x 2 x 1,95 = 11,70. Tudo bem que este dinheiro é usado na compra de novos livros, mas mesmo assim, está caro, é uma taxa absurda, abusiva. Se fosse 0,50 já estaria de bom tamanho.
Foto-cópia na BCE (a xerox de dentro da biblioteca): custa 0,12 por cópia, sendo que a estrutura é pública, os funcionários também, e o material idem. Então como pode ser mais caro do que fora da UEM, onde empresas cobram 0,07, conseguem pagar funcionário, aluguel, conta de energia, material (folhas) e ainda obtém lucro? É um roubo o valor da fotocópia na UEM, pior ainda no caso da Biblioteca. *
Impressão no NPD: 0,20 por folha P&B. Entra no mesmo caso da BCE (biblioteca).
DAA da Universidade Estadual de Maringá(PDT Reitoria/PCdoB - bonde do amor) Valores cobrados de acordo com a Portaria 07/2006-PAD

Serviços extraordinários-Graduação
Valor R$
Atestados Diversos, exceto Atestado de Matrícula4,75
Certificado de Conclusão de Curso - 2ª via e seguintes4,75
Diploma - Apostila Adicional 10,45
Diploma - modelo pergaminho animal - 1ª via86,15
Diploma - modelo pergaminho animal - 2ª via e seguintes136,90
Diploma - modelo simples - 2ª via e seguintes47,95
Diploma Estrangeiro - Apostilamento44,60
Diploma Estrangeiro - Processo de Revalidação178,25
Diploma Estrangeiro - Registro44,60
Histórico escolar - 2ª via e seguintes 4,75
Outros / Diversos
Informar o valor
Programa de Disciplina - valor por disciplina2,85
Registro acadêmico (RA) - 2ª via e seguintes4,75
Reingresso no Curso27,65
Trancamento de matrícula no curso27,65

Serviços extraordinários-Pós-Graduação
Valor R$
Atestados 4,75
Certificado de conclusão de especialização4,75
Certificado de conclusão de atualização e aperfeiçoamento4,75
Diploma estrangeiro - Apostilamento44,60
Diploma estrangeiro - Processo de revalidação178,25
Diploma estrangeiro - Registro44,60
Diploma - modelo pergaminho - 1ª via e seguinte86,15
Diploma - modelo pergaminho - 2ª via e seguintes136,90
Diploma - modelo simples - 2ª via e seguintes47,95
Histórico escolar 4,75
Programa de disciplinas - valor por disciplina 2,85
Registro acadêmico (RA) - 2ª Via e seguintes 4,75
uma vez fui falar com o chefe de gabinete sobre o assunto (Taxas na UEM), ele me falou que sobrava isenção de taxa do vestibular, até parece que cem reais não é caro! Falei também sobre os cursos de extenção com professores concursados em que os estudantes têm que paga o próprio material, além de mensalidades em torno de 50 reais. Além das inscrições nos cursos, workshops, jornadas, palestras e congressos. Cadê o dinheiro público? 20.000 vestibulandos pagando cem reais mantém um semestre fácil de gastos da UEM, porque 2.000.000,00 (dois milhões) por semestre é grana! A Universidade virou um Banco, a fala das autoridades, no que tange a especialização é a seguinte, a unica oportunidade que a faculdade tem para arrecadar dinheiro é na especialização. No caso da filosofia, cobram 200,00 se pegarmos o valor do salário de professor no ensino médio, isto é, 1.000,00 os duzentos por mês, cobrado pelo departamento, correspondem à 20% do salário do professor, portanto não é para professores do ensino médio.
* A UEM efetivou um contrato com uma empresa tercerizada, que cobra uma certa quantia para a UEM poder imprimir ou xerocar uma cota, o problema é que a UEM fica bem longe de alcançar a tal cota estipulada, ou seja o dinheiro publico vai para a mão do capitalista com uma facilidade e lucro fácil.
Até... ass. Tiê