ESTUDANTES EM APOIO AOS SERVIDORES DAS UNIVERSIDADES PÚBLICAS!
“O servidor é nosso amigo! Mexeu com ele mexeu comigo!”
Os estudantes apoiam e aderem a luta dos servidores da UEM! Nós estudantes, em Assembleia Geral, deflagramos greve em apoio aos servidores e pela unificação de nossas pautas: lutamos por uma universidade pública e de qualidade! Estamos construindo assembleias nos cursos por Centros de ensino para debater a greve e fortalecer o movimento junto aos servidores. Neste processo de mobilização já temos a adesão dos estudantes da maioria dos cursos do CCH e CCS, e outros como os cursos novos (Comunicação e Multimeios, Bioquímica, Artes Visuais), Arquitetura e Urbanismo e Economia. No campus de Umuarama, os estudantes também aderiram a greve. Ainda durante esta semana vamos realizar assembleias do CTC, CCB e CCE e, na quinta-feira (20/09), realizaremos um Ato com concentração às 15h no DCE e às 17h30 Assembleia dos Estudantes. Convidamos os servidores a comparecerem e construírem este ato, em defesa da universidade pública!
Há tempos que nós estudantes estamos sem condições adequadas para ensino, pesquisa e extensão de qualidade, além da falta de uma política séria de acesso e permanência estudantil na UEM. Somos os bolsistas-trabalho que tapam os buracos na falta de contratação de funcionários, não temos um R.U que comporta a demanda da universidade principalmente pela escassez de servidores no restaurante, nos falta estrutura adequada em todos os campi, não temos sequer uma Casa do Estudante!
Assim como os servidores que têm se deparado com essa situação precária, com um quadro extremamente reduzido de funcionários efetivos, o que sobrecarrega e precariza ainda mais as suas condições de trabalho, e leva diretamente à terceirização de setores importantes para o pleno funcionamento da instituição.
Reconhecemos a legitimidade e a importância da luta dos servidores, principalmente por escancarar esse processo de precarização que estamos vivenciando e a falta de comprometimento e investimento do governo estadual nas instituições públicas de ensino, que empurra para privatização e terceirização.
Estamos ao lado dos servidores porque a luta é uma só: É a luta por uma universidade pública, gratuita e de qualidade!!!
Pense, Participe, Movimente-se!!!
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Por que uma greve estudantil?
Parece
estranho em um primeiro momento se deparar com a ideia de uma greve estudantil.
Muitas pessoas estranham, dizem que é ilegal, que é impossível, que não vai dar
em nada e assim por diante. Muitos se posicionam contrários já num primeiro
momento, por julgarem ser a greve coisa de gente “que não tem o que fazer”, e
que os estudantes devem fazer de tudo para ter aula, a despeito de toda
situação da luta dos servidores e suas consequências para a universidade.
Pois
bem, na atual conjuntura da nossa universidade, vários elementos se cruzam
nesses últimos meses de conflitos, de greves, ocupações, paralisações,
negociações e etc. O primeiro deles e com certeza muito determinante
historicamente é a atual situação da universidade pública brasileira enquanto
instituição social, seja na sua função educadora, ou na sua função científica. Desde a década de 90 essa instituição
vem sendo, como um serviço público, atacada de diversas formas. O corte do
financiamento e a falta de crescimento “sustentável” (expansão de vagas
concomitante à expansão do corpo docente, da estrutura etc.), são alguns
exemplos de iniciativas que tendem a redefinir o local da universidade enquanto
instituição pública de ensino, na sociedade.
A
tendência que se mostra cada vez mais é a precarização da estrutura do ensino
público, em todas as suas esferas (ensino, pesquisa e extensão), paralela ao
crescimento exponencial da oferta privada, onde o cidadão tem que pagar para
ter acesso ao serviço. Isso fica claro se observamos o crescimento do número de
universidades privadas (vendedoras de diplomas) que pipocam por todo o país. A
verdade é que, a educação, é um grande campo para a expansão da iniciativa
privada, o que faz com que o governo, atendendo aos interesses das empresas,
incentive a criação de universidades privadas (com isenção de impostos, facilitação
nos exames de qualidade e etc.) ao mesmo tempo em que retira seus olhares da
universidade pública (cortando financiamento, não assegurando contratação de
técnicos e docentes). Para fazer um paralelo, o exemplo mais claro de uma outra
área dos serviços públicos que sofre com o mesmo processo é a saúde. Hoje em
dia para se ter acesso a uma estrutura de saúde eficaz e de qualidade, o
cidadão deve ter um plano de saúde privado (UNIMED, PREVER, SANTA CASA, etc),
pois, do contrário, ele estará fadado a aguardar meses na fila do SUS para uma
cirurgia ou até mesmo para um atendimento especializado.
Mas
é óbvio que essa tendência é algo que se mostra no nível mais geral da situação
da universidade. Quando falamos em precarização, privatização, corte de verbas,
estamos justamente nos referindo a essa situação mais geral, que, contudo, se
constrói no nosso dia-a-dia. Mas temos mesmo uma dificuldade para identificar
isso no nosso cotidiano, afinal, ter um ventilador quebrado na sala de aula, não
é sinônimo de precarização, às vezes é só um ventilador quebrado! No entanto,
se olharmos atentos, podemos identificar que certas ações do governo, da
reitoria e da administração, apontam não somente para uma precariedade
passageira substituível (como o ventilador quebrado), mas sim para
precariedades que serão permanentes, e tendem a se tornar parte da condição na
qual a universidade e as três categorias, funcionam. Um exemplo disso para os
estudantes e para a universidade como um todo são as bolsas-trabalho. Elas são
claramente uma precarização da universidade que aponta para a falta de verba
para a contratação de funcionários e a sua substituição por estudantes, que
ganham pouco e sem direito nenhum. Outro exemplo é a inexistência na UEM de uma
Casa dos Estudantes. Isso será determinante para os acadêmicos estudarem na
nossa universidade: ter condições de pagar um aluguel caro para morar.
Quando
os servidores e professores entram em greve, quando os alunos ocupam a
reitoria, demonstram – e se reflete em suas pautas – que uma série dessas precariedades permanentes estão começando a
afetar as condições de trabalho dos primeiros, e de estudo dos segundos. Mas
não são somente essas precariedades que dizem respeito aos professores e
funcionários que aparecem, em tempos de mobilização. Uma série de questões se
somam e colocam às claras todo processo de privatização e sucateamento que a
universidade vive.
Porque
quando a gente vive a nossa vida individualmente, é difícil que consigamos
enxergar como essas questões estruturais se refletem em nós, e tendemos a ter
dificuldades e até mesmo a falhar, vez por outra, e colocarmos em nós mesmos a
culpa pelas falhas. Mas não é por acaso que muitos alunos têm que se matar de
trabalhar ao mesmo tempo em que fazem seus cursos noturnos. Isso quer dizer que
a sociedade e a universidade não dão a estrutura que ele precisa para realizar
um curso de qualidade. Consequentemente a qualidade do próprio aprendizado é
comprometida na medida em que o indivíduo tem que suprir as carências que a
estrutura da universidade pública não proporciona. É nesse sentido, por
exemplo, que temos que pagar um curso de inglês mesmo sabendo que dentro da UEM
tem uma escola de línguas que poderia possibilitar livre acesso a acadêmicos,
professores e funcionários, sendo assim, mantida pela universidade. Mas como
faltam verbas para a universidade se manter, por que cada vez mais o governo
diminui o dinheiro que manda para a universidade, a administração encontra a
saída de cobrar pelos cursos para arrecadar uma verba a mais para a manutenção
da universidade, ou seja, cobram taxas (além do ILG, nos cursos de
especialização, nas taxas da DAA como a de formatura, etc.).
A
privatização é uma precariedade
permanente que cada vez cresce mais dentro da
universidade, e ela deriva diretamente da falta de recursos públicos! Cada vez
mais surgem pós-graduações pagas, serviços cobrados, taxas e etc. Diante desse
quadro, a volta da mensalidade é apenas uma consequência inevitável dos tempos
que estão por vir.
A LUTA DOS SERVIDORES E OS ESTUDANTES
E DOCENTES
Frente
a essa conjuntura nada favorável é que os servidores hoje se lançaram em uma
greve. Apesar de a direção do sindicato claramente fazer isso por negociações
salariais, já que nunca demonstrou um grande interesse em compor uma luta
efetiva contra a precarização da universidade, não podemos afirmar que a grande
massa dos servidores não visa todos esses problemas quando adere essa greve de
maneira tão comprometida. É óbvio que o estopim para isso foi a questão
salarial, mas todo um processo de mobilização e greve não se constrói em um
dia, e não se constrói em torno de uma só bandeira. Uma série de fatores que
são frutos cada vez maiores das precariedades permanentes de nossa universidade agem todo dia na condição de servidores,
professores e estudantes, empurrando-os para o descontentamento e para a luta.
Essa se desencadeia em torno de uma questão, como na ocupação da reitoria ano
passado foi a questão do R.U., mas uma vez despontada a mobilização, várias das
questões candentes são levantadas e estruturam uma pauta muito maior, a pauta
da universidade pública como um todo.
Não
tem como afirmar que os estudantes em si nada têm a ver com essa luta. Ela nos
afeta diretamente todos os dias! Temos dentro dessa luta geral uma série de
particularidades que dizem respeito a nós. Abster-nos desse processo é se
abster de, de alguma forma, trabalhar para reverter o quadro da precarização, e
isso em si já é um posicionamento político contra a universidade pública, não
importa como ele seja justificado.
Uma
série de coisas hoje em dia faz com que a condição do estudante no dia-a-dia da
universidade seja precária. É no sentido de identificar essas precariedades e
denunciá-las que deve se dar a nossa ação. Existe hoje a necessidade grande de
que não deixemos se prolongar mais a licitação da 2ª fase da Casa do Estudante
(CEU). Bem como de não aceitarmos mais que alguns cursos tenham aulas em 3 ou 4
lugares diferentes por causa da falta de estrutura. De exigirmos mais armários na BCE,
laboratórios e salas de aula decentes, tanto no campus sede quanto das
extensões. Precisamos que a universidade e o governo, se proponham a pensar e
instituir, uma política de assistência estudantil que realmente apóie o
estudante em suas carências básicas, para que possamos criar uma condição na
qual o estudante realmente pode vir aqui só para estudar.
Nesse
sentido a greve estudantil significa menos uma paralisação que exige direitos,
respaldada por leis trabalhistas etc. O que reivindicamos enquanto estudantes
quando falamos em Greve Estudantil não é o direito “formal” à greve.
Reivindicamos o direito real de poder nos unir e reivindicar as nossas
necessidades dentro da universidade. Para que isso seja efetivo, devemos todos
nos unir e denunciar cada vez mais as precariedades que enxergamos no cotidiano
de cada curso.
O
apoio a greve dos funcionários, portanto, é importante não só para fortalecer a
luta que eles se propuseram a travar com o governo do Estado, mas para expandir
essa luta aos problemas estruturais dos estudantes e da universidade como um
todo. Na medida em que nos abstemos, a tendência é que ignoremos aquelas
questões que dizem respeito a nós estudantes, e que enfraqueçamos a greve dos
servidores na medida em que ela não consegue atingir o seu objetivo de
protesto: parar a universidade. É nesse ponto que hoje a universidade se divide
entre os que apoiam a greve e param totalmente suas atividades, e aqueles que
não reconhecem a greve e continuam a trabalhar ou fazer suas coisas
normalmente. Não parar, hoje, significa enfraquecer a greve e enfraquecer a
luta.
A
determinação de alguns professores e alunos em continuar mantendo as atividades
é compreensível do ponto de vista individual. Mas isso leva a que, mais e mais
esses professores e alunos tenham que se submeter a condições inóspitas para o
ensino, tentando driblar essa enorme falta que os servidores fazem na nossa
universidade. É nesse sentido que alunos estão
tendo aulas na beira da piscina, que cursos inteiros estão colocando as meninas
para fazer limpeza dos blocos, que professores insistentemente estão dando
faltas aos alunos que não comparecem às aulas, mesmo sem sala de aula e
estrutura adequada para isso e etc. Os alunos não devem se submeter a essas condições.
Em vários cursos, professores e estudantes declararam adesão à greve em razão
dessa situação precária, de incerteza e de mal-estar. Não faz sentido não
aproveitarmos essa condição de greve para aprofundar essa luta.
Precisamos nos reunir nos nossos espaços de discussão: CAs,
Assembleias, Reuniões e etc., e aprofundar o trabalho em torno da construção de uma grande
pauta a
ser exigida do governo do Estado, que é o principal agente desse processo de
precarização na nossa universidade. E temos que, definitivamente, acabar com os
conflitos entre as categorias e sindicatos em torno dessa condição de greve. Estamos todos no mesmo
barco, um barco cheio de buracos e que, se não fizermos nada, vai aos poucos
terminar de afundar. Esse barco é a universidade pública
Convocada GREVE ESTUDANTIL
Convocada a greve o próximo passo é construir as Assembleias dos Centros, vamos unir os estudantes dos centros, saindo cada um do seu curso para tomar uma posição coletiva de como se engajar na GREVE. GREVE é MOBILIZAÇÃO!
A universidade parada e os nosso direitos negados, não dá pra ficar!
A única saída positiva é exigir do Governador que atenda as reivindicações dos Servidores URGENTE e assim ac
A universidade parada e os nosso direitos negados, não dá pra ficar!
A única saída positiva é exigir do Governador que atenda as reivindicações dos Servidores URGENTE e assim ac
abar a greve. E nesse momento de mobilização avançamos na pauta que exige do Governo do Estado e da Reitoria o fim dos cortes de verba, a reposição imediata; Contratação imediata de trabalhadores da UEM - Docentes e Técnicos; Autonomia e democracia para UEM já: Fim do 70-15-15!
Estamos em uma Universidade em colapso, fadada a terceirização, precarização e destruição como instituição pública de ensino, caso não haja uma geração capaz de frear o Governo Tucano privatizante.
Exigimos uma universidade pública, gratuita e de qualidade HOJE e SEMPRE! Para cada estudante de hoje e para todas as novas gerações! A UEM precisa ser defendida POR NÓS para as FUTURAS GERAÇÕES, nossos filhos e netos!
Assembleias de Centro agendadas:
CCH - Segunda as 17h no DCE
CCS - Terça as 9h nas Quadras
Mais uma assembelia marcada:
ASSEMBLEIA dos estudantes do curso de ZOOTECNIA (19/09/2012 Quarta-feira, Bloco J45 Anfiteatro 2 às 17:30hs).
PENSE; PARTICIPE; MOVIMENTE-SE!
EM GREVE!
Estamos em uma Universidade em colapso, fadada a terceirização, precarização e destruição como instituição pública de ensino, caso não haja uma geração capaz de frear o Governo Tucano privatizante.
Exigimos uma universidade pública, gratuita e de qualidade HOJE e SEMPRE! Para cada estudante de hoje e para todas as novas gerações! A UEM precisa ser defendida POR NÓS para as FUTURAS GERAÇÕES, nossos filhos e netos!
Assembleias de Centro agendadas:
CCH - Segunda as 17h no DCE
CCS - Terça as 9h nas Quadras
Mais uma assembelia marcada:
ASSEMBLEIA dos estudantes do curso de ZOOTECNIA (19/09/2012 Quarta-feira, Bloco J45 Anfiteatro 2 às 17:30hs).
PENSE; PARTICIPE; MOVIMENTE-SE!
EM GREVE!
Perguntas e respostas sobre a GREVE ESTUDANTIL!
Um estudante com dúvidas sobre a GREVE ESTUDANTIL rompeu o silêncio e perguntou ao perfil da Movimente-se UEM no facebook, abaixo está reproduzido o diálogo adaptado a responder as questões.
Estudante: Oi. Tenho dúvida sobre a greve estudantil. Caso ela ocorra não prejudicaria nossos estudos?
Movimente-se: A greve que está ocorrendo prejudica os nossos estudos. Estamos sem RU, sem BCE, muitos blocos não estão abrindo e o responsável por isso não são os trabalhadores em greve, eles estão gozando do direito deles em não abrir o bloco. Ou seja, não trabalhar, quando se deflagra GREVE, é um DIREITO.
Um preâmbulo importante diz respeito a situação da negociação da Greve. O Secretário Alípio Leal, afirmou na última mesa de negociação que não negociará enquanto estiverem em greve. Cabe lembrar que o GOVERNO é o CALOTEIRO, os trabalhadores aceitaram a proposta e o Governo não aplicou... e assim estamos.
Segue o diálogo:
Estudante: Oi. Tenho dúvida sobre a greve estudantil. Caso ela ocorra não prejudicaria nossos estudos?
Movimente-se: A greve que está ocorrendo prejudica os nossos estudos. Estamos sem RU, sem BCE, muitos blocos não estão abrindo e o responsável por isso não são os trabalhadores em greve, eles estão gozando do direito deles em não abrir o bloco. Ou seja, não trabalhar, quando se deflagra GREVE, é um DIREITO.
De outro modo, a universidade passa por condições reais de precarização e segundo avaliação de membros do Conselho de Administração se o Governo do Estado não mudar a política para as universidades do Paraná a UEM não se sustentaria em 3 anos, sem cobrar mensalidades dos estudantes de graduação.
Estudante: Para a greve ocorrer todos os estudantes tem que votar a favor?
Movimente-se: Entrar em GREVE é exigir do GOVERNO DO ESTADO que queremos ter aula e para isso é NECESSÁRIO que o GOVERNO ATENDA IMEDIATAMENTE as reivindicações dos TRABALHADORES em GREVE!
Estudante: Para a greve ocorrer todos os estudantes tem que votar a favor?
Movimente-se: Entrar em GREVE é exigir do GOVERNO DO ESTADO que queremos ter aula e para isso é NECESSÁRIO que o GOVERNO ATENDA IMEDIATAMENTE as reivindicações dos TRABALHADORES em GREVE!
A greve já está ocorrendo. A GREVE foi CONVOCADA pela Assembleia Geral Extraordinária, convocada pelo DCE na Sexta-feira, as 15h na frente do DCE. Convocada a GREVE convocamos todos os DISCENTE a se reunir em ASSEMBLEIAS por CENTRO, e nessas ASSEMBLEIAS será decidido o posicionamento dos ESTUDANTES do CENTRO.
Participe da ASSEMBLEIA do seu CENTRO e construa a GREVE conosco... Ou seremos lembrados como a geração que assistiu de casa a UEM ser PRIVATIZADA?
PENSE, PARTICIPE, MOVIMENTE-SE!
Estudante: A ideia da greve é boa, mas o problema é que os alunos podem ser prejudicados.
Movimente-se: José, de verdade, o Calendário Acadêmico pode ser cancelado a qualquer momento e isso nos prejudicará. No entanto me parece que esse prejuízo vai ser muito maior se ficarmos quietos.
A universidade para, nós, como bons individualistas, só servira a mim e eu pouco dou conta para os outros que estão por vir, tampouco para os funcionários que garantem o funcionamento da universidade.
Veja... essa equação me parece mais real: Se investirmos coletivamente tempo e energia para garantir que a pauta dos Trabalhadores da UEM seja atendida retomamos as aulas normalmente mais rápido.
Estudante: Então vou apoiar vocês!
Movimente-se: Que bom!
Estudante: Valeu por explicar sobre esse movimento.
Movimente-se: Divulgue por gentileza (:
Estudante: E continuem fazendo esse trabalho maravilhoso de informar aos universitários da UEM sobre os problemas.
Movimente-se: Obrigado e obrigado por perguntar! Abraço!
Participe da ASSEMBLEIA do seu CENTRO e construa a GREVE conosco... Ou seremos lembrados como a geração que assistiu de casa a UEM ser PRIVATIZADA?
PENSE, PARTICIPE, MOVIMENTE-SE!
Estudante: A ideia da greve é boa, mas o problema é que os alunos podem ser prejudicados.
Movimente-se: José, de verdade, o Calendário Acadêmico pode ser cancelado a qualquer momento e isso nos prejudicará. No entanto me parece que esse prejuízo vai ser muito maior se ficarmos quietos.
A universidade para, nós, como bons individualistas, só servira a mim e eu pouco dou conta para os outros que estão por vir, tampouco para os funcionários que garantem o funcionamento da universidade.
Veja... essa equação me parece mais real: Se investirmos coletivamente tempo e energia para garantir que a pauta dos Trabalhadores da UEM seja atendida retomamos as aulas normalmente mais rápido.
Estudante: Então vou apoiar vocês!
Movimente-se: Que bom!
Estudante: Valeu por explicar sobre esse movimento.
Movimente-se: Divulgue por gentileza (:
Estudante: E continuem fazendo esse trabalho maravilhoso de informar aos universitários da UEM sobre os problemas.
Movimente-se: Obrigado e obrigado por perguntar! Abraço!
A UEM está em GREVE:
BETO RICHA a CULPA é sua!
BETO RICHA a CULPA é sua!
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Sobre a greve nas estaduais
Sabemos que as Universidades Estaduais e as demais instituições públicas estão passando por uma crise ferrenha.
Nesses 2 anos do governo tucano do Beto Richa, as insituições públicas de ensino vêm sofrendo com a falta de investimento, corte de verbas, não há contratações e sequer um horizonte para novos concursos públicos, etc., enquanto os bancos (Santander) e as universidade privadas dão pulos de alegria. Quem não se lembra que o governador Beto Richa esteve ano passado em Maringá para ser paraninfo da colação de grau do Cesumar?!
Enfim, não precisamos ser repetitivos. Sabemos que a precarização está aí, e não é de agora. A ocupação da reitoria e toda a movimentação foi a reação a todos os problemas que nós, estudantes, enfrentamos. Isso que estamos na "melhor do Paraná", imaginem a pior universidade...
As mobilizações docentes e dos técnicos foram e são ainda reflexo dos problemas que tais categorias enfretam: irresponsabilidade do governo com reajustes salariais, planos de carreira precários, etc. Apesar de serem pautas bastante específicas e corporativistas, são legítimas e as mobilizações merecem todo nossos respeito.
Mas na UEM e em algumas outras universidades a nível nacional, têm seus sindicatos divididos entre os docentes (ANDES) e técnicos (CUT). Infelizmente, e por motivos que não cabem aqui, esses dois sindicatos na UEM segregaram a luta e o que aconteceu foram paralisações em datas diferentes, a própria greve não foi planejada em conjunto. Cabe ressaltar que o DCE em todo momento procurou unificar e ampliar as pautas, fazendo com que nossa pauta estudantil elevasse a ponto de ser discutida conjuntamente com todo a comunidade acadêmica (professores, servidores e estudantes). O que não se concretizou.
Saiu, então, a "greve dos 3 dias" dos docentes, que não passava da retomada de algo que o governo havia prometido (enviar o projeto de lei da equiparação salarial docente até 1º de maio para a Assembleia Legislativa) e não cumpriu. Passou-se os 3 dias, e o projeto de lei foi votado e será executado em outubro. A SESDUEM considerou uma vitória.
A questão dos servidores, dias antes da greve docente, já havia sido resolvida. Mas o governo voltou atrás.
O que saiu no Diário: "Só voltaremos a trabalhar quando o Governo cumprir o que prometeu.
Inicialmente houve uma proposta que a categoria aceitou, mas depois
voltaram atrás e disseram que não havia dinheiro. O acordo com os
professores foi feito, queremos que façam o mesmo conosco. As atividades
serão retomadas quando a proposta estiver regulamentada em um projeto
aprovado pela Assembleia Legislativa e pelo governador", fala Almir
Carvalho de Oliveira, um dos membros da comissão de greve da UEM.
E assim, no dia 11 de setembro de 2012, iniciou-se a greve dos servidores em 4 universidades: UEM, UEL, UEPG e Unioeste (Cascavel).
Tomando proporções muito maiores do que imaginávamos, no primeiro dia de greve houve adesão de 80% dos servidores da universidade!!!
Outro fator que nos surpreendeu foi a posição dos docentes. Não sabemos se de fato a Sesduem está falando pela maior parte dos professores da UEM, mas aparentemente muitos concordam, pois, mesmo com portões trancados, blocos e salas trancadas, os docentes insistem em continuar trabalhando, dando suas aulas nos gramados, no térreo dos blocos, etc.
E os estudantes nisso tudo?
Mesmo apoiando e considerando legítimas as reivindicações, nenhuma das outras categorias levantam pontos que toquem o cerne da questão devido a especificidade das pautas (salariais).
Enquanto isso, vemos nossas reivindicações sem perspectivas de serem atendidas.
Por essas e outras que devemos, juntos, nos mobilizar e levantar nossa voz, elevar nossa pauta sem ser contra os professores ou servidores, mas fazê-las caminhá-las em conjunto, para que sejam definitivamente atendidas.
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES
14/09 - NO DCE - 15H!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Nota do Diretório Central dos Estudantes da UEM em apoio a greve dos servidores
O
Diretório Central dos Estudantes, reunido no dia 11 de setembro de
2012, vêm a público se posicionar frente a deflagração da greve dos
trabalhadores e técnicos da Universidade Estadual de Maringá a chamado
do SINTEEMAR.
Considerando que a greve dos servidores da UEM reivindica a aprovação do Plano de Carreiras Cargos e Salários da categoria, sob o rebaixamento das condições de elevação da categoria apresentadas pelo governo do Estado que refletem a precarização das condições de trabalho e do ensino superior público como um todo;
Considerando que os posicionamentos deste diretório frente a situação de crise do ensino superior refletem o conjunto de problemas vivenciados pela universidade, pelas três categorias, docentes, servidores e estudantes;
Decidimos convocar a todos os estudantes a apoiar a greve dos servidores da UEM, defendendo o direito de greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Nesse processo objetivamos intensificar o debate sobre a universidade, mantendo o chamado as três categorias, pela unidade da comunidade universitária, superando o enclausuramento, os antagonismos e as divergências pela defesa da universidade pública gratuita e que sobretudo possibilite condições de trabalho e vivência dignas a todos e todas.
Toda a comunidade universitária vêm sendo vítima de ataques dos governos estadual e federal, está posta a nescessidade de superarmos nossas diferenças internas e lutarmos juntos por um modelo de educação mais humano, democrático e que atenda às reais necessidades desse povo brasileiro, honesto, sofrido e trabalhador.
Nos últimos anos vivemos vários períodos de intensa mobilização estadual das categorias que formam as universidades estaduais, neste atual momento a greve dos servidores técnicos conta com a adesão da UEM, UEL, Unioeste e UEPG. Esses processos de luta escancaram a realidade dramática do ensino superior no estado bem como o descaso das autoridades públicas.
Repudiamos todos os atos e notas que tentam deslegitimar esta importante mobilização em defesa da universidade. Defendemos o direito a greve e seu potêncial pedagógico de formar cidadãos politizados para atuar democraticamente nesta sociedade contraditória e desigual!
Esperamos que a categoria em greve se sensibilize com as pautas da universidade lutando conosco por mais verbas e uma melhor estrutura, assim como defendemos que o trabalhador merece um bom PCCS para uma vida digna fora da universidade e também uma vida digna durante o seu trabalho árduo e valoroso, bem como os estudantes e docentes merecem um espaço adequado para estudar e meios para se manter estudando, com uma política de acesso e permanência estudantil que possa de fato democratizar o ensino público.
Precisamos mais que problematizar nossa dramática situação, precisamos fazer-nos ouvidos pelo governo estadual. Precisamos juntos ir para Curitiba e conquistar aquilo que nos é de direito, uma universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e que possibilite uma vivência digna e humana para toda a sociedade.
Todo apoio a greve dos servidores! Em defesa da universidade popular pela soberania da nação!
Considerando que a greve dos servidores da UEM reivindica a aprovação do Plano de Carreiras Cargos e Salários da categoria, sob o rebaixamento das condições de elevação da categoria apresentadas pelo governo do Estado que refletem a precarização das condições de trabalho e do ensino superior público como um todo;
Considerando que os posicionamentos deste diretório frente a situação de crise do ensino superior refletem o conjunto de problemas vivenciados pela universidade, pelas três categorias, docentes, servidores e estudantes;
Decidimos convocar a todos os estudantes a apoiar a greve dos servidores da UEM, defendendo o direito de greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras.
Nesse processo objetivamos intensificar o debate sobre a universidade, mantendo o chamado as três categorias, pela unidade da comunidade universitária, superando o enclausuramento, os antagonismos e as divergências pela defesa da universidade pública gratuita e que sobretudo possibilite condições de trabalho e vivência dignas a todos e todas.
Toda a comunidade universitária vêm sendo vítima de ataques dos governos estadual e federal, está posta a nescessidade de superarmos nossas diferenças internas e lutarmos juntos por um modelo de educação mais humano, democrático e que atenda às reais necessidades desse povo brasileiro, honesto, sofrido e trabalhador.
Nos últimos anos vivemos vários períodos de intensa mobilização estadual das categorias que formam as universidades estaduais, neste atual momento a greve dos servidores técnicos conta com a adesão da UEM, UEL, Unioeste e UEPG. Esses processos de luta escancaram a realidade dramática do ensino superior no estado bem como o descaso das autoridades públicas.
Repudiamos todos os atos e notas que tentam deslegitimar esta importante mobilização em defesa da universidade. Defendemos o direito a greve e seu potêncial pedagógico de formar cidadãos politizados para atuar democraticamente nesta sociedade contraditória e desigual!
Esperamos que a categoria em greve se sensibilize com as pautas da universidade lutando conosco por mais verbas e uma melhor estrutura, assim como defendemos que o trabalhador merece um bom PCCS para uma vida digna fora da universidade e também uma vida digna durante o seu trabalho árduo e valoroso, bem como os estudantes e docentes merecem um espaço adequado para estudar e meios para se manter estudando, com uma política de acesso e permanência estudantil que possa de fato democratizar o ensino público.
Precisamos mais que problematizar nossa dramática situação, precisamos fazer-nos ouvidos pelo governo estadual. Precisamos juntos ir para Curitiba e conquistar aquilo que nos é de direito, uma universidade pública, gratuita, democrática, de qualidade e que possibilite uma vivência digna e humana para toda a sociedade.
Todo apoio a greve dos servidores! Em defesa da universidade popular pela soberania da nação!
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Reunião GERAL no DCE!
REUNIÃO GERAL NO DCE
Terça-feira, dia 28, às 17h30.
A greve acabou, o governo "cedeu", e os estudantes?
Compareçam!
![]() |
| Fonte: Ocupe UEM |
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Encaminhamentos dia 22/08
Atenção estudantes!
Sequem os encaminhamentos tiramos hoje pela manhã.
- Informes:
O TCE vetou a equiparação salarial dos professores, o que pode resultar em uma greve que dure mais dias doq previmos
(http://g1.globo.com/parana/ noticia/2012/08/tce-pr-veta- aumento-de-salario- professores-univesitarios- estaduais.html)
- Mesmo assim, amanhã (23/08) é provável que os professores suspendam a greve. De qualquer forma é importante estarmos presentes.
Discutimos a necessidade de termos uma pauta das demandas estudantis, que "case" com as reivindicações docentes mas que também tenha independência, isto é, possa ir além. A pauta serve para concretizarmos a mobilização:
Eixos Gerais:
CONTRA O CORTE DE VERBAS!
MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA!
CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO!
Específicas:
- Contratação e a Nomeação IMEDIATA de professores e funcionários;
- Licitação IMEDIATA da 2ª fase da CEU;
- Infra-estrutura ao campus sede e campi regionais.
Sabemos que a nossa pauta é imensa, e que destes pontos podem ser tirados muitas outras questões, mas para o momento, politizar e mobilizar os estudantes e pressionar para que nossas pautas sejam atendidas! Por que somente as reivindixações vão ficar de fora? A LUTA É AGORA!
Outros encaminhamentos:
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES
Segunda-feira, dia 27/08/12, às 19h, no DACESE.
Por fim, vamos fazer passagens arrastões pelas salas onde tem professores fura-greve, passaremos nas extensões, começando hoje com Cianorte, que farão uma assembleia no campus hoje!
E tem mais uma agenda de atividades para quinta (amanhã):
- panfletagem no R.U no almoço
- 14h no DCE para iniciarmos filmagens de algumas falas para montarmos um videozinho para mobilizar.
Parece ser muita coisa, mas se nos dedicar nem que seja uma horinha pra alguma atividade dessas, com certeza conseguiremos a mobilização que precisamos e saíremos desse marasmo todo. O momento é agora! temos que aproveitar a greve! Já passou da hora de brigarmos por nossas demandas!
Pense, participe, movimente-se!
Sequem os encaminhamentos tiramos hoje pela manhã.
- Informes:
O TCE vetou a equiparação salarial dos professores, o que pode resultar em uma greve que dure mais dias doq previmos
(http://g1.globo.com/parana/
- Mesmo assim, amanhã (23/08) é provável que os professores suspendam a greve. De qualquer forma é importante estarmos presentes.
Discutimos a necessidade de termos uma pauta das demandas estudantis, que "case" com as reivindicações docentes mas que também tenha independência, isto é, possa ir além. A pauta serve para concretizarmos a mobilização:
Eixos Gerais:
CONTRA O CORTE DE VERBAS!
MAIS VERBAS PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA!
CONTRA A TERCEIRIZAÇÃO!
Específicas:
- Contratação e a Nomeação IMEDIATA de professores e funcionários;
- Licitação IMEDIATA da 2ª fase da CEU;
- Infra-estrutura ao campus sede e campi regionais.
Sabemos que a nossa pauta é imensa, e que destes pontos podem ser tirados muitas outras questões, mas para o momento, politizar e mobilizar os estudantes e pressionar para que nossas pautas sejam atendidas! Por que somente as reivindixações vão ficar de fora? A LUTA É AGORA!
Outros encaminhamentos:
ASSEMBLEIA GERAL DOS ESTUDANTES
Segunda-feira, dia 27/08/12, às 19h, no DACESE.
Por fim, vamos fazer passagens arrastões pelas salas onde tem professores fura-greve, passaremos nas extensões, começando hoje com Cianorte, que farão uma assembleia no campus hoje!
E tem mais uma agenda de atividades para quinta (amanhã):
- panfletagem no R.U no almoço
- 14h no DCE para iniciarmos filmagens de algumas falas para montarmos um videozinho para mobilizar.
Parece ser muita coisa, mas se nos dedicar nem que seja uma horinha pra alguma atividade dessas, com certeza conseguiremos a mobilização que precisamos e saíremos desse marasmo todo. O momento é agora! temos que aproveitar a greve! Já passou da hora de brigarmos por nossas demandas!
Pense, participe, movimente-se!
terça-feira, 21 de agosto de 2012
DOCENTES DA UEM EM GREVE!
A Assembleia da Sesduem - sindicato dos docentes - deliberou nesta manhã a manutenção da greve deflagrada semana passada com início HOJE (21/08).
O acordo entre docentes e governo se deu no começo do ano, onde o Beto Richa havia prometido enviar o Projeto de Lei da Equipação Salarial até 1º de maio, promessa parcialmente cumprida na semana passada, já com um novo processo de mobilização e greve na UEPG (desde quinta-feira, 16/08). A Greve na UEM se estenderá até que o Projeto de Lei da equiparação salarial dos professores seja sancionado pelo governo, projeto este que já está na Assembleia Legislativa para votação dos deputados.
O acordo entre docentes e governo se deu no começo do ano, onde o Beto Richa havia prometido enviar o Projeto de Lei da Equipação Salarial até 1º de maio, promessa parcialmente cumprida na semana passada, já com um novo processo de mobilização e greve na UEPG (desde quinta-feira, 16/08). A Greve na UEM se estenderá até que o Projeto de Lei da equiparação salarial dos professores seja sancionado pelo governo, projeto este que já está na Assembleia Legislativa para votação dos deputados.
Diante deste momento, nós Estudantes devemos nos posicionar e junto com os docentes e funcionários continuar na luta pela educação, pela Universidade Pública, gratuita, de qualidade e com amplo acesso!
Hoje, terça-feira, como de costume realizamos a Reunião Geral do DCE, às 17h30.
O DCE CONVOCA A TOD@S PARA COMPARECEM NA REUNIÃO!
Para tirarmos nosso posicionamento, ressaltar nossas pautas e seguir na construção do Comando de Mobilização Estudantil, que também deverá estar presente. A unidade das lutas é essencial, e a pauta dos estudantes não pode ser deixada de lado nesse momento de enfrentamento da universidade e o governo estadual.
Além disso, chamamos também para a mesa de discussão "Conjuntura da UEM - Adversidade e Desafios", às 19h30 no anfiteatro Ney Marques.
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