quinta-feira, 25 de novembro de 2010
RESULTADO DA ELEIÇÃO DO DCE-UEM
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
domingo, 21 de novembro de 2010
OPORTUNISMO DAS CHAPAS 2 E 3
O problema das bolsas estudantis na UEM
Depois de ver a propaganda eleitoreira do Bonde, na qual dizem que eles aumentaram as bolsas na UEM, comecei a achar de extrema importância entender de que maneira se dá a existência, o aumento, o sentido das bolsas estudantis na universidade. Entendendo isso, talvez fique mais fácil construir uma boa política para melhorarmos essa situação na vida dos estudantes.
O sentido de bolsas para os estudantes na universidade tem a ver com dois aspectos: a assistência estudantil e o sentido do tripé em que essa universidade se diz constituída (bolsa ensino, bolsa pesquisa e bolsa extensão). As universidades têm uma proposta diferente das faculdades particulares, pois se caracterizam como um espaço do conhecimento composto pelo ensino, pela pesquisa e pela extensão. Ou seja, ela não é uma simples fábrica de diplomas, mas uma instituição que investe em pesquisa, que realiza o ensino e que retorna o investimento público não apenas com a formação de profissionais, mas também com projetos sociais que auxiliem a sociedade. Por isso, é necessário separar o joio do trigo. Apesar de muitos estudantes precisarem de bolsas para se manter estudando, independendo se é bolsa-trabalho ou bolsa-pesquisa, existem grandes diferenças entre as variações de bolsas e cada uma delas tem seu sentido dentro do espaço universitário.
A bolsa-pesquisa depende de órgãos ligados ao financiamento de pesquisa como a Fundação Araucária e a CNPq. A bolsa do Programa de Educação Tutorial (PET) é financiada pelo MEC. Já a monitoria, a bolsa ensino, a bolsa extensão, a bolsa trabalho e a bolsa alimentação dependem de instâncias da própria universidade para existirem, então, suas melhoras se realizam pela verba que o governo destina à UEM e pela forma como ela é aplicada por quem administra a nossa universidade. No fundo, todas as bolsas dependem desses dois fatores: os valores que as verbas públicas destinam e a forma como essa verba é aplicada. Mas é importante frisar que as últimas bolsas citadas dependem mais da administração dos recursos públicos realizada por nosso reitor do que de instâncias externas à UEM.
A bolsa alimentação e a bolsa-trabalho existem na universidade somente para a assistência estudantil, como forma de auxiliar o aluno no acesso a universidade, não tendo função dentro daquele tripé mencionado acima. Nesse sentido, podemos nos perguntar: em que medida essas bolsas ajudam na formação acadêmica dos universitários? Se não ajudam, então porque elas devem aumentar?
Olhando mais aprofundadamente para esses problemas, vemos que a razão dessas bolsas é o de resolver problemas estruturais da universidade: falo da contratação de funcionários. Chegamos a um ponto tal no qual não mais criamos políticas para o aumento de bolsas de importância acadêmica, mas entramos na dinâmica posta, sem notarmos que assim não resolvemos esse problema da falta de contratação de funcionários e do seu impacto na qualidade da universidade. Na verdade, com o aumento das bolsas-trabalho, amenizamos o efeito dessa falta, escondendo a sua verdadeira causa. Mas não entramos nessa dinâmica à toa: os alunos precisam dessas bolsas para se manter na universidade. Não podemos deixar essa necessidade de lado.
Vê-se, então, uma situação bem problemática: Não deveríamos tentar sair dessa dinâmica para melhorar os serviços da universidade com a quantidade correta de funcionários? Mas como sair dessa dinâmica sem perder essas formas de assistência estudantil que se tornaram tão importantes para a vida financeira de tantos estudantes?
E se pensássemos numa política de aumento das bolsas de valor acadêmico e, junto disso, em formas de reivindicar pela contratação de novos funcionários na UEM?
E se tivéssemos também uma política para, ao invés de aumentar, melhorar as condições da bolsa alimentação e da bolsa trabalho? Afinal, se os funcionários que deveriam estar trabalhando no lugar desses alunos receberiam mais que eles caso fossem contratados, então, os alunos locados nessas funções devem ser mais valorizados.
Os estudantes não podem se esquecer que a qualidade do ensino passa pelos problemas enfrentados pelos funcionários e professores da universidade. Por isso, temos que criar novos diálogos entre as políticas dos estudantes com as dos funcionários e dos professores da UEM. Acredito que a questão das bolsas estudantis enfrenta esse desafio que se põe a gente. Talvez tivéssemos que ir além de simplesmente reivindicar o aumento de bolsas a torto e a direito sem entender os meandros que estão por trás disso.
sábado, 20 de novembro de 2010
Carlos Latuff apóia protesto contra apagamento do grafite na UEM
O cartunista carioca Carlos Latuff publicou em seu twitter a notícia que saiu no Diário de Maringá sobre o apagamento do grafite. Conhecido mundialmente pelo seu ativismo artístico, especialmente pela causa palestina, o cartunista esteve por aqui no mês passado, participando do V Fórum de Pesquisa e Pós-Graduação em História da UEM, no qual proferiu conferência: "Arte do fogo: a charge como arma dos silenciados".
http://latuff2.deviantart.com/
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
FIQUE ATENTO: QUEREM NOS CALAR!
O amor que moveu a ação deste artista foi jogado ao lixo pelo Bonde do amor. A comissão eleitoral usou a mesma tática da eleição passada, onde na véspera da eleição impugnaram a Chapa Descentralize, a chapa que se fortalecia cada vez mais na campanha e que no debate se mostrou forte o suficiente para ganhar as eleições. Com medo de perder, eles deram um golpe e impugnaram a chapa.
Tal atitude demonstra o desespero e a maneira suja como atua a atual gestão do DCE. Atuam contra as manifestações artísticas dentro da universidade e buscam a todo custo uma maneira de se perpetuarem no poder. Acusaram o Grafite de “pichação e dano ao patrimônio público”, o que poderia levar a impugnação da chapa. Mas como o amor pode cegar, a ilegalidade lhes abriu os olhos - pois o que era uma arte virou uma acusação sem pé nem cabeça. Como não poderiam voltar atrás passaram tinta cinza em cima de uma obra arte. Por que não deixar o grafite lá já que era quase inteiro da cor roxa? O feitiço virou contra o feiticeiro. Os estudantes não são imbecis e já perceberam o modo como atua o Bonde do amor.
PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO ARTÍSTICA!
PELA MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DA UEM!
PENSE, PARTICIPE E FAÇA ARTE!
Sobre o artista:
Isaac - Sarandi.
Obs: A cultura hip hop é forte em Sarandi em todos os seus elementos (música, dança, poesia e pintura), com grupos que ganharam prêmios nacionais.
Crew Donos da Rua
Tem tanta coisa p'ra mudar!
tem tanta coisa p'ra mudar!
Pense, participe e movimente-se,
para que ninguém negue teu direito de participar.
Você pode ser a gota
que move todo o oceano,
mas se você ficar aí parado
pode ser um grande engano.
Uma gota sozinha
não gera muito movimento,
mas muitas gotas juntas
podem mudar o pensamento!
Há cartazes por aí
cheios de celebridades,
que propagam tantas mentiras
e ocultam muitas verdades.
Não se contente com o mínimo,
tem tanta coisa p'ra mudar!
Outros pensarão por ti
se você não pensar.
Por trás de piadas velhas
há velhas pretensões,
não deixe que te excluam
de tomar as decisões!
É preciso ir à luta
É preciso descentralizar
se queremos garantir
o direito de participar.
É uma pena que alguns
defendam a censura,
quando quase todos querem
mais acesso à cultura.
É uma pena que alguns
querem ocultar a arte da vista,
não há porque pintar por cima
da obra de um artista.
As piadas perdem a graça
depois de contadas pela segunda vez.
A situação não é engraçada,
ela demanda lucidez.
Então na quarta-feira,
que é dia de eleição,
pense bem no seu voto
e vote com atenção!
(*blog do autor)
Gaúcha, o movimento estudantil mais forte da UEM
| Os estudantes simularam um enterro para expressar o descaso com o campus. |
Entretanto, o campus ainda tem problemas pela falta de funcionários, de estrutura, assistência estudantil, entre outros. Os próprios estudantes construíram um projeto de R.U. e enviaram para análise da reitoria. Mas não pararam por aí: enquanto o RU não vem, foram atrás de orçamentos de marmitex e criaram um projeto de proposta de que a Universidade subsidie o valor que exceder aos R$1,60 pagos no RU do campus sede.
sendo que um depósito para os dejetos não resolve o problema:
Os estudantes tem propostas de implementação de biodigestores (utilizar o gás como fonte de energia para o campus). Com as ovelhas, o problema é menor, pois eles elaboraram uma maneira de reaproveitar os dejetos e sobras de alimentos (usados como adubo):
Conheça mais o campus:
| Estação Metereológica Automática |
Por enquanto, são estas as informações que temos sobre Gaúcha. O pessoal de lá que faz parte da chapa ficou de fazer um texto falando mais (confiram, em breve). Obrigada à Monique, ao Zé e a todo o pessoal que nos acolheu muito bem, e que com a sua movimentação fornece uma referência para os outros campus. Sinceros parabéns.
Reitoria da PUC-SP está ocupada
Bruno Huberman 18 de novembro de 2010 às 17:28h
Estudantes reivindicam a diminuição da mensalidade, que aumentou nos últimos anos sempre acima da inflação
A reitoria da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no bairro de Perdizes, foi ocupada por mais de 300 estudantes nesta quinta-feira 18, novamente. Em 2007, centenas de universitários já haviam ocupado por 10 dias as dependências da então reitora Maura Véras. Na ocasião, foi motivada pelo processo de redesenho institucional que estava sendo imposto aos estudantes, professores e funcionários. Entre outras mudanças da tal “reestruturação”, estava a maior participação do poder eclesiástico no cotidiano da universidade para tentar saldar a dívida de mais de 300 milhões de reais da instituição. Daquela vez, os padres e a reitora enxergaram como solução a intervenção da polícia para resolver o problema que tinham em suas mãos. Essa foi a segunda vez que policiais invadiram a PUC para conter o movimento estudantil, exatos trinta anos depois de Erasmo Dias comandar a tropa de choque na dispersão do encontro da União Nacional dos Estudantes (UNE), que tentava se rearticular após ser desmantelada pelo regime de repressão que ainda vigorava na época. Em 1977, a então reitora Nadir Kfouri enfrentou os militares, já em 2007 a cavalaria invadiu o espaço universitário convocada por quem o administrava.
Agora, em novembro de 2010, o motivo da ocupação é reflexo daquele de três anos atrás: aumento das mensalidades. Desde a aplicação da reforma institucional na PUC, o valor pago pelos estudantes aumentou sempre acima da inflação. Atualmente, uma comissão de alunos está levantando o valor exato do reajuste. Desde o início do corrente período letivo, o movimento estudantil puquiano promoveu debates, assembléias e audiências públicas com o reitor Dirceu de Mello para, entre outras reivindicações, exigir a diminuição da mensalidade. Um abaixo assinado com mais de 2.000 assinaturas, que equivale a 15% do universo estudantil da PUC, foi encaminhado ao reitor e a Fundação São Paulo, a mantenedora da universidade e ligada a Arquidiocese de São Paulo.
A decisão final seria tomada na reunião do Conselho Administrativo (Consad) da universidade nesta quinta-feira 18, contudo padres e reitor negaram a exigência de diminuição da mensalidade e seguidas vezes questionados sobre o aumento para 2011, não responderam aos estudantes presentes. Logo após a reunião, os estudantes decidiram em assembléia partir para uma atitude mais extrema: a ocupação. O reitor então conversou com os estudantes e lamentou a decisão tomada por eles. Mello garantiu que não irá chamar a polícia, como fez a sua antecessora, porém negou fazer o acordo por escrito. Ele não pode assinar uma promessa dessa. Por conta daquele redesenho institucional, o reitor, assim como a rainha da Inglaterra, reina mas não governa. Infelizmente, como previam os estudantes há três anos, a reforma foi um retrocesso político da universidade. Quem mandam agora são os padres. O reitor, eleito pelo voto estudantil, não governa a plenos poderes.
“Nós já nos organizamos em comissões de imprensa, segurança, de atividades culturais, entre outras. Vamos manter a ocupação. Porém, estamos apreensivos, já passaram dois carros de polícia aqui na porta”, conta a estudante de jornalismo Gabriel Moncau, uma das que ocuparam a reitoria na manhã desta quinta-feira. A PUC e a Fundação São Paulo tem 24 horas para pedir a reintegração de posse pela polícia sem mandato judicial.
